
sábado
''A experiência ambiental da modernidade anula
todas as fronteiras geográficas e raciais, de
classe e nacionalidade, de religião e ideologia:
nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade
une a espécie humana. Porém, é uma unidade
paradoxal, uma unidade de desunidade, ela nos
despeja a todos num turbilhão de permanente
desintegração e mudança, de luta e contradição,
de ambiguidade e angústia."
Marshall Berman
segunda-feira
domingo
Eu tinha sono.
A Sabedoria disse-me:
"As rosas da Felicidade nunca perfumam o sono.
Em vez de te abandonares a esse irmão da morte, bebe vinho.
Tens a Eternidade para dormir." ;...............
O nosso tesouro? O vinho.
O nosso palácio? A taberna.
Os nossos fiéis companheiros? A sede e a embriaguez. ;.......
Toda a minha juventude refloresce, hoje!
Vinho! Vinho! Que as suas chamas me abrasem! Vinho!
Não importa qual!... Não sou exigente.
O melhor - acreditai - achá-lo-ei amargo como a vida ;.......
A Sabedoria disse-me:
"As rosas da Felicidade nunca perfumam o sono.
Em vez de te abandonares a esse irmão da morte, bebe vinho.
Tens a Eternidade para dormir." ;...............
O nosso tesouro? O vinho.
O nosso palácio? A taberna.
Os nossos fiéis companheiros? A sede e a embriaguez. ;.......
Toda a minha juventude refloresce, hoje!
Vinho! Vinho! Que as suas chamas me abrasem! Vinho!
Não importa qual!... Não sou exigente.
O melhor - acreditai - achá-lo-ei amargo como a vida ;.......
Omar Khayyám (poeta,matemático e astrônomo iraniano
Bacanal
Quero beber! Cantar asneiras
no esto brutal das bebedeiras
que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Se perguntarem : Que queres,
além de versos e mulheres?
-Vinho!... O vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!...
Quero beber! Cantar asneiras
no esto brutal das bebedeiras
que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Se perguntarem : Que queres,
além de versos e mulheres?
-Vinho!... O vinho que é meu fraco!...
Evoé Baco!...
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do livro Carnaval de 1919 de Manuel Bandeira
terça-feira
Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco.
Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens
Sobre o autor: João Guimarães Rosa, mais conhecido como Guimarães Rosa, (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco.
Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens
Sobre o autor: João Guimarães Rosa, mais conhecido como Guimarães Rosa, (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.
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