
terça-feira
Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
Sobre a autora:Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Teve vários amantes. Conheceu Freud, Jung, Nietzsche, entre outros grandes homens.Mulher engajada e sensível, tinha mito de sedutora.
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo!
Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
Sobre a autora:Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Teve vários amantes. Conheceu Freud, Jung, Nietzsche, entre outros grandes homens.Mulher engajada e sensível, tinha mito de sedutora.
Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar... Por isso o meu verso tem esse quase imperceptível tremor... A vida é triste, o mundo é louco! Nem vale a pena matar-se por issoNinguém por ninguém! Por nenhum amor...A vida continua, indiferente!
Sobre o autor:Mario de Miranda Quintana, gaúcho da cidade de Alegrete, é o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, faz poesia porque "sente necessidade", segundo suas próprias palavras
Nada é impossível de mudar
Bertolt Brecht
Nada é impossível mudar
Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar
domingo
sexta-feira
domingo
O Brasil cresceu visivelmente nos últimos 80 anos. Cresceu mal, porém. Cresceu como um boi mantido, desde bezerro, dentro de uma jaula de ferro. Nossa jaula são as estruturas sociais medíocres, inscritas nas leis, para compor um país da pobreza na província mais bela da terra. Sendo assim, no Brasil do futuro, a maioria da gente nascerá e viverá nas ruas, em fome canina e ignorância figadal, enquanto a minoria rica, com medo dos pobres, se recolherá em confortáveis campos de concentração, cercados de arame farpado e eletrificado. Entretanto, é tão fácil nos livrarmos dessas teias, e tão necessário, que dói em nós... a nossa conivência culposa.
DARCY RIBEIRO
Grande educador e antropólogo de impacto mundial. Foi Ministro da Educação com pouco mais de 30 anos, Ministro Chefe da Casa Civil, vice-governador do Rio e senador. Foi imortalizado pela Academia Brasileira de Letras.
DARCY RIBEIRO
Grande educador e antropólogo de impacto mundial. Foi Ministro da Educação com pouco mais de 30 anos, Ministro Chefe da Casa Civil, vice-governador do Rio e senador. Foi imortalizado pela Academia Brasileira de Letras.
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,não cantaremos o ódio porque esse não existe,existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,depois morreremos de medoe sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
DRUMMOND
A poesia
A poesia está guardada nas palavras É tudo que eu sei Meu fardo é não entender quase tudo Sobre o nada eu tenho profundidades Eu não cultivo conexões com o real Para mim poderoso não é aquele que descobre o ouro Poderoso pra mim é aquele que descobre as insignificâncias do mundo e as nossas. Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil Fiquei emocionado e chorei Sou fraco para elogios.
Manoel de Barros
No Brasil, as empresas privadas de segurança formam um exército cinco vezes mais numeroso que as forças armadas. Somando-se os empregados legais e os ilegais, chega-se ao milhão e meio. Este é o setor mais dinâmico da economia do país com a mais injusta distribuição de renda do mundo. Uma implacável cadeia produtiva: o Brasil produz injustiça. Que produz violência. Que produz medo. Que produz trabalho!
EDUARDO GALEANO
Sobre o(a) autor(a):Com obras traduzidas em diversas línguas, Eduardo Galeano, uruguaio, é jornalista e escritor. Em suas obras costuma abordar assuntos políticos e históricos da América Latina, bem como cotidiano e futebol. Nasceu em Montevidéu, no dia 03 de setembro de 40.
EDUARDO GALEANO
Sobre o(a) autor(a):Com obras traduzidas em diversas línguas, Eduardo Galeano, uruguaio, é jornalista e escritor. Em suas obras costuma abordar assuntos políticos e históricos da América Latina, bem como cotidiano e futebol. Nasceu em Montevidéu, no dia 03 de setembro de 40.
Tudo mudou. Homens, coisas e animais mudaram de lã ou de pele. As palavras já não são as mesmas do tempo em que estudávamos gramática com os olhos míopes das professoras. Nádegas e pernas das mestras – objeto direto do nosso desejo – ofuscavam o interesse pela didática. Olho o mundo de todos os ângulos possíveis e tudo me parece oblíquo. É a civilização globalizada, a cultura de massa, a sagração do factóide, a fragmentação dos idiomas. Corta-se a palavra em frações microscópicas. A vida, o amor, a morte, a realidade: tudo agora virou fast food.
Francisco Carvalho
Sobre o autor:Nasceu em 1927 em São Bernardo das Russas, interior do Ceará.Poeta e ensaísta, é um dos poetas cearenses reconhecidos por seu valor e reverenciado pelos mais diversos críticos do país.
Francisco Carvalho
Sobre o autor:Nasceu em 1927 em São Bernardo das Russas, interior do Ceará.Poeta e ensaísta, é um dos poetas cearenses reconhecidos por seu valor e reverenciado pelos mais diversos críticos do país.
Cultura é identidade. Mais que isso, é tudo o que o homem imaginou para moldar o mundo, para se acomodar nele e torná-lo digno de si próprio. É isso a cultura: tudo o que o homem inventou para tornar a vida vivível e a morte afrontável.
Aimé Césaire
nasceu na Martinica, ilha no Mar das Antilhas, América Central, em 1913. Em 1934 fundou a revista "O Estudante Negro", com Senghor e outros militantes do movimento. Em 1936 começou a escrever e três anos mais tarde retornou à Martinica.
Aimé Césaire
nasceu na Martinica, ilha no Mar das Antilhas, América Central, em 1913. Em 1934 fundou a revista "O Estudante Negro", com Senghor e outros militantes do movimento. Em 1936 começou a escrever e três anos mais tarde retornou à Martinica.
"...meu pequeno coração foi gestado numa áspera charneca, gasto os invernos tentando infrutiferamente descobrir um caminho quallquer sobre a neve que transforma todos os caminhos em um único descaminho gelado e sem porto......não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro...meus gestos minhas palavras sao magrinhos como eu, e tão morenos que, esboçados á sombra, mal se destacam do escuro, quase imperceptível me movo, meus passos são inaudíveis feito pisasse sempre em tapetes ... caminho severa pelas calçadas, olhos baixos, para que minha sede não tranpareça : sou tão morena e tão magrinha que ninguém me adivinha assim como tenho andado...cinzelada no topo deste morro onde os ventos não cessam de uivar, tendo entre as mãos, como que segura lírios maduros do campo, uma espera tão reluzente que já é certeza."
(Caio Fernando de Abreu/Morangos Mofados)
(Caio Fernando de Abreu/Morangos Mofados)
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